OFICINAS e PROJETOS SOCIAIS

Na sua trajetória profissional o Grupo Anima desenvolve no Brasil e no exterior oficinas e concertos didáticos para crianças e adolescentes. Entre os programas de cunho social já realizados podemos citar:

  1. Kennedy Center, Washington DC - dias 8 a 14 de outubro de 2001, foram realizados 10 concertos didáticos e 2 oficinas, atendendo a um número elevado de crianças e jovens vindos das escolas públicas da periferia de Washington, DC. Para esta programação foi preparado e distribuído um “caderno didático” (saiba mais em OFICINAS), que serviu de suporte didático para os participantes, publicada pelo KENNEDY CENTER e elaborada em parceria com o Grupo ANIMA.
  2. Great Valley Education Foundation, Philadelphia - dias 17 a 19 de outubro de 2001, foram realizados concertos didáticos em 7 escolas públicas do entorno de Philadelphia, com uma participação de mais de 400 crianças por apresentação, nos auditórios e ginásios dos colégios.
  3. Festival de Artes da Paraíba, João Pessoa - dias 01 a 06 de junho de 2001 (concertos e oficinas). As oficinas possibilitavam uma interação direta com as crianças e jovens estudantes da Escola de Música da Paraíba, possibilitando trabalho com percussão, canto, rabeca, viola brasileira, e instrumentos antigos como o cravo e as flautas.
  4. Sala de Conciertos Luís Angel Arango, Bogotá, Colômbia – dia 17 de maio de 2002. O concertos didático atingiu um público aproximado de 800 crianças e jovens, colombianos, vindos das escolas públicas de Bogotá. Acompanhou o concerto uma "cartilha" sobre a música tradicional brasileira, suas origens e histórias, publicada pela Biblioteca Luís Angel Arango, e elaborada em parceria com o Grupo ANIMA.
  5. “Prêmio Príncipe Claus”, Teatro Municipal de La Paz, Bolívia - concertos: dias 14 e 15 de dezembro de 2002. A programação constava de 12 dias de oficinas musicais na região da Amazônia Boliviana, Beni, na cidade Jesuíta de San Ignácio de Moxos. Foram atendidas 100 crianças e jovens da Escola de Música mantida e organizada pela Congregação de Irmãs Ursulinas da Espanha. As crianças foram preparadas para executarem no concerto de entrega do Prêmio Príncipe Klaus da Casa Real Holandesa, ao arquiteto Boliviano Marcelo Araúz, uma programação contendo canções tradicionais locais e músicas das Missões Jesuíticas encontradas na região de Chiquitos, escritas por jesuítas e índios catequizados nos séculos XVII e XVIII . Todas as crianças da Escola de Moxos participaram, no Teatro Municipal de La Paz, de uma apresentação final conjuntamente com o grupo Anima, promovendo o encontro das culturas tradicionais brasileiras e bolivianas.

A PROPOSTA DE TRABALHO MUSICAL DO ANIMA

Observamos nas últimas décadas, no âmbito da música brasileira, a redescoberta e a valorização cada vez maiores da cultura popular e em especial da música de tradição oral. Instrumentos típicos da música folclórica de diversas regiões brasileiras, tais como a rabeca e a viola-brasielira, estão sendo vagarosamente retomados, não apenas como depósitos de tradições em vias de esquecimento, mas como instrumentos aptos a expressarem suas próprias qualidades timbrísticas, capazes também de gerar novos estímulos estéticos. A recuperação desses instrumentos e sua integração à música popular e à música de câmara erudita, vem reforçar a importância das manifestações culturais autóctones , relegadas a um plano inferior e excluídas do movimento massificante e padronizador da chamada "indústria cultural". Por outro lado, também, instrumentos outrora relegados a um segundo plano na vida musical do Ocidente, ganharam nova força: o cravo, as violas-da-gamba, as flautas-doce, alaúdes, fiddles, etc., saíram dos museus para os palcos, revitalizando as práticas interpretativas da música medieval, renascentista e barroca, formadoras do inconsciente musical ocidental.

O trabalho do grupo ANIMA caracteriza-se pela interposição das linguagens popular e erudita, rural e urbana e pela sobreposição de estilos, do medieval ao contemporâneo. Sendo a música brasileira uma mescla de diversas tradições culturais que germinaram dentro da cultura ibérica, indígena e africana, como início de uma estruturação histórica, o processo criativo do grupo consiste no inventário e na recriação dos elementos musicais que compõem essa cultura, num movimento anacrônico de performance dramático - musical.

Dentro deste contexto, o projeto procura utilizar fontes musicais tais como canções, cantigas de amigo, romances, rondeaux, fandangos, etc., extraídas de cancioneiros e coletâneas, tanto da tradição oral brasileira quanto antiga européia ibérica, assim como das músicas da tradição sefardita, em uma releitura com ênfase na musicalidade intrínseca de cada peça, gerando um produto de qualidade puramente musical.