
PROGRAMA
DONZELA GUERREIRA - encontro entre anima e animus
direção cênica: Maria Thais
cenário e figurino: Márcio Medina
desenho de luz: Fábio Retti
assistente de figurino: Carol Badra
O TEMPO MÍTICO (ANIMA)
1. Visão - canto do cipó Kaxinawá – AC
2. O Frondens Virga - Hildegard von Bingen (1098 - 1179)
3. Alvoradinha - recolhido por Paulo Dias, cantado pelas
Caixeiras do Divino Espírito Santo, da Casa Fanti-Ashanti, Maranhão
4. Rosa das Rosas - canção de louvor à Virgem, atribuída à corte de Dom
Afonso X, o sábio, séc. XII
5. Nossa Senhora da Guia - recolhido por Paulo Dias, cantado pelas
Caixeiras do Divino Espírito Santo, da Casa Fanti-Ashanti, Maranhão
6. Ave Maria - TUPÃ CY canto gregoriano – Tupã Cy – improvisação sobre Hildegard von Bingen (1098 - 1179)
O SANGUE FECUNDA A TERRA (ANIMUS)
7. Corra Sangue Pela Terra - congada de São Sebastião – SP
8. Romance da Donzela Guerreira - romance - PB
9. Arvoredos - coco – RN
10. Lai - Fogo - Gautier de Coinci (1177 - 1236) – congos de São Gonçalo do Amarante – RN
11. Ñaumu - recolhido por Marlui Miranda, tribo Yanomami, Roraima
12. Estampie Belicha - dança anônima, séc. XIV, LBM add. 29987
13. Aboio De Arribada - aboio - RO
14. Calanguinho – José Eduardo Gramani (194 - 1998)
15. Mandado de Rainha Ginga - congos de São Gonçalo do Amarante – RN
16. Rainha Ginga - congos de São Gonçalo do Amarante – RN
A REVELAÇÃO E O ENCONTRO (ANIMUS e ANIMA)
17. La Guerriera - tradição oral italiana, Jesi
18. Donzela que vai para a Guerra - romance BA
19. Eremona - fragmentos de canto do ritual Bep, Mebengokrê – PA
20. Mandad´ei Comigo - cantiga d´amigo de Martin Codax, Galícia, séc. XIII
Confira o vídeo com entrevistas sobre o novo trabalho e o grupo:
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O novo espetáculo musical do Grupo ANIMA, DONZELA GUERREIRA, trafega no espaço imaginário entre fronteiras diversas: tradição oral brasileira/música medieval européia; erudito/popular; contemporâneo/histórico; feminino/masculino. Através do diálogo musical entre culturas distantes no tempo e no espaço, o Grupo ANIMA constrói um roteiro dramático, baseando seu repertório em leituras inovadoras da música de Hildegard von Bingen (séc. XII), da música ancestral das mulheres indígenas, das versões iberoamericanas do romance da Donzela Guerreira, das tradições afro-brasileiras do Congado, das Caixeiras do Divino e de cantigas de amigo de trovadores portugueses.
Conceitualmente coloca os atributos da DONZELA GUERREIRA como norteadores de seu roteiro dramatúrgico-musical.
O espetáculo parte do princípio de que o mito da Donzela Guerreira traça o caminho da experiência humana de conciliação e encontro entre os polos opostos, anima e animus – feminino e masculino - aparentemente irreconciliáveis.
